30 de outubro 2019

Confiança do agronegócio sobe e atinge 115,1 pontos

?O Índice de Confiança do Agronegócio (IC-Agro) voltou a subir no terceiro trimestre, 3,8 pontos, para 115,1 pontos, segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), responsáveis pelo índice. É o quarto trimestre consecutivo em que o indicador supera os 110 pontos. Conforme a metodologia do estudo, os resultados indicam otimismo quando ficam acima de 100 pontos.

“Pesaram para isso o ressurgimento de boas expectativas para a economia brasileira e fatores diretamente associados ao agronegócio, como o aumento nos preços das commodities, impulsionado pelo câmbio, e as melhores condições de crédito”, disse, em nota, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. A confiança das indústrias ligadas ao agronegócio chegou a 118,7 pontos, alta de 6,0 pontos em relação ao trimestre anterior. “O maior aumento ocorreu entre as empresas situadas no pós-porteira, que praticamente igualaram o nível de otimismo que já era demonstrado pela indústria antes da porteira no trimestre anterior”, destacou a Fiesp.

Na indústria antes da porteira (insumos agropecuários), a confiança das empresas subiu 0,8 ponto, para 119,2 pontos. “O otimismo nesse segmento da indústria foi alimentado pelo comportamento do mercado de insumos – especialmente de fertilizantes – que avançou de julho a setembro, recuperando-se de uma certa letargia nas negociações ao longo do trimestre anterior.”.

De acordo com o estudo, dentre todos os segmentos pesquisados, o das empresas do agronegócio situadas depois da porteira foi o que apresentou o maior aumento no nível de otimismo no 3º trimestre do ano. Sua confiança chegou a 118,4 pontos, alta de 8,3 pontos. “Houve melhora na percepção dos executivos dessas indústrias com relação às condições gerais da economia brasileira. No momento em que as entrevistas para o estudo foram realizadas, esperava-se a aprovação da reforma da Previdência no Senado e se acreditava em avanços na reforma tributária ainda neste ano”, descreveu a Fiesp.

A entidade também citou o crescimento das exportações de café e grãos de janeiro a setembro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior, além das carnes. A confiança dos produtores agropecuários avançou 0,7 ponto, a 110,2 pontos. “O otimismo no âmbito dos produtores agrícolas, que cresceu 0,5 ponto no 3º trimestre do ano, para 112,2 pontos, veio de várias frentes. A disponibilidade de crédito rural, por exemplo, aumentou”, ressaltou a federação.

O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, citou ainda o aumento dos preços dos grãos, sustentados principalmente pela taxa de câmbio. “A relação de troca entre a produção e o pacote de insumos melhorou do ponto de vista dos produtores, o que refletiu em mais otimismo com relação aos custos. As cotações internacionais dos principais fertilizantes demonstraram tendência de queda, o que cria expectativas favoráveis para os agricultores”, complementou.

Entre os pecuaristas, o índice de otimismo é de 104,3 pontos. “A faixa de confiança se mantém por quatro trimestre consecutivos, sequência inédita na série histórica para o segmento, que era notadamente pessimista até o final do ano passado.”

Fonte: Portal DBO?

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24 de outubro 2019

Porto de Fortaleza movimenta cerca de 1,2 milhão de toneladas de trigo em 2019

O Porto de Fortaleza movimentou cerca de 1,2 milhão de toneladas do cereal este ano, por meio de 56 navios. A maioria proveniente da Argentina, mas também oriundos dos Estados Unidos, Canadá e Rússia para atender às demandas dos clientes M. Dias Branco, Grande Moinho Cearense e J. Macêdo. A movimentação de grãos no porto chegou próximo de 20 milhões de toneladas entre os anos de 1997 e 2018, totalizando 1.033 descargas de transportadores de granéis sólidos.

A importação de trigo vem se mantendo estável, com registro de 1,13 milhões de toneladas no ano de 2016; 1,23 milhões em 2017; e 1,17 milhões no ano passado. Entre os anos de 1997 e 1999 eram utilizados descarregadores mecânicos e, de setembro de 1999 até agosto de 2000, novos descarregadores adquiridos pelos três moinhos passaram a ser utilizados. Com isso houve uma melhora no desempenho da operação, que chegou a atingir 8.000 toneladas / dia. Atualmente, a operação de descarga é automatizada (uma correia gira em alta velocidade e puxa o trigo do porão do navio) e permite atingir até 10.000 toneladas/dia.

O Porto de Fortaleza lidera a importação de trigo no Nordeste, com 36,3%, à frente de Suape com 16,4% e Salvador com 15,5%.

Todo o descarregamento dos navios até a entrega do trigo para os moinhos é feito, desde 1997, pelo operador portuário Tergran (Terminais de Grãos de Fortaleza Ltda.), com 1/3 de capital de cada moinho. O Sistema Tergran conta com equipamentos e instalações integrados e automatizados, instalados no Armazém 2 da Companhia Docas do Ceará - com capacidade transitória até 40.000 toneladas -, e descarregamento de 600 toneladas / hora por meio de dois descarregadores de fabricação suíça, cada um com capacidade de 300 toneladas /hora.

Segundo explica o diretor da Tergran, Frederico José Pereira de Carvalho, desde setembro de 2000 a empresa passou a se utilizar do terminal completo, descarregadores, esteiras transportadoras balanças de fluxo (recebimento e entrega), elevadores no recebimento e na entrega do produto por meio de esteiras transportadores até os moinhos. E para atender às demandas do Sistema Tergran, novos investimentos estão em andamento para a instalação de uma nova esteira, o que permitirá atender simultaneamente dois moinhos na entrega do trigo.

Fonte: Portos e Navios?
 
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19 de outubro 2019

Com digitalização do campo e agtechs, Brasil é destaque mundial no agronegócio 4.0

?Há quatro décadas o Brasil começou a jornada para se tornar um dos principais produtores e exportadores de alimentos do mundo. A resposta ao avanço da industrialização e da urbanização tinha de ser rápida — o país importava comida para abastecer a mesa das famílias e estava difícil lidar com a pobreza nas zonas rurais. Aumentar a produtividade agrícola em um país de clima tropical foi tarefa que exigiu esforço e dedicação científica. Era preciso desenvolver e aplicar tecnologia para fertilizar o solo. A estratégia deu certo. Entre 1975 e 2015, segundo dados da Embrapa, a produção aumentou 4,5 vezes, enquanto o uso de insumos avançou 15%. O agronegócio cresceu — e com qualidade.

De acordo com a Embrapa, a tecnologia responde por 59% do crescimento do valor bruto da produção. Terra e trabalho explicam, respectivamente, 25% e 16% do feito. Pressionado pelas metas internacionais de segurança alimentar, o país busca um novo salto. Desta vez, a digitalização será o trampolim. “O agronegócio passa por uma transformação. E estamos no epicentro dela”, destaca Francisco Jardim, diretor executivo da SP Ventures. Segundo ele, dos seis polos agrícolas globais, apenas o Brasil tem a oportunidade de ampliar a produção na escala necessária. Pode aprimorar os fatores de produtividade e ainda estender a área plantada. Estudos da Embrapa mostram que, apesar da produção potente, a área cultivada representa 7,6% do território brasileiro. As terras destinadas à pecuária, incluindo as de baixa produtividade, cobrem 20% do território, dando margem para ampliar a lavoura sem comprometer a biodiversidade. Esta é uma condição que nenhum país desenvolvido possui. “Além disso, somos a única potência agrícola tropical, o que nos força a desenvolver tecnologia”, completa o executivo.

O contexto positivo coloca o ecossistema brasileiro de agtechs no mapa global. “Temos o ambiente perfeito para criar unicórnios do agronegócio”, aposta Jardim. Recentemente, a SP Ventures, a Embrapa e a Homo Ludens Research and Consulting mapearam as startups nacionais com atuação na cadeia agroalimentar. O Radar Agtech Brasil 2019 identificou 1.125 agtechs, 90% delas nas regiões Sul e Sudeste. O estudo classificou os negócios em três etapas: antes da fazenda, dentro da fazenda e depois da fazenda. A primeira etapa corresponde à pré-produção e envolve tecnologias de controle biológico, nutrição do solo, genômica e biotecnologia. Na segunda, a produção é toda monitorada por sensores (IoT), drones e plataformas de agricultura digital e de precisão. Depois da fazenda, surgem os empreendimentos ligados ao desenvolvimento de novos alimentos, rastreabilidade e comércio eletrônico.

O professor Sérgio Pascholati, presidente do conselho da EsalqTec, incubadora tecnológica da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), acompanha o crescimento do empreendedorismo no Vale do Piracicaba, no interior paulista, importante polo de geração de conhecimento agrícola. “Temos estimulado nossos alunos a abrirem seus próprios negócios. Há uma nova cultura surgindo na universidade”, confirma. Segundo ele, Piracicaba agrupa mais de 300 projetos inovadores para o agronegócio. “Temos a universidade, a incubadora, o parque tecnológico e iniciativas como o Pulse Hub, da Raízen”, diz. A metodologia do Radar Agtech Brasil 2019 identificou 41 agtechs na cidade.

Para Kieran Gartlan, diretor do The Yield Lab no Brasil, os projetos locais são necessários para resolver desafios importantes do país. Entre eles, o acesso ao crédito para financiar a lavoura. “A transformação digital traz transparência à operação, reduzindo riscos e ampliando acesso ao capital”, comenta. Para conectar investidores, bancos e produtores rurais, Gartlan acredita no poder dos dados coletados nas fazendas. “As informações têm de ser utilizadas para demonstrar o risco real da empreitada. Assim, os juros caem e o mercado financeiro pode estimular o aumento da produção”, explica. Segundo ele, nas mãos do mercado financeiro também está a responsabilidade de ampliar a adoção de tecnologia no campo, principalmente em propriedades de pequeno e médio portes. “Sem dinheiro, não dá para reunir as ferramentas necessárias para modernizar a lavoura”, diz.

Fernando Berardo, líder da área de desenvolvimento de sistemas da FCStone, acredita que a virada de geração no campo vai contribuir para a transformação dos negócios. Para ele, os novos agricultores acompanharam seus pais nos esforços para ampliar a eficiência e aumentar a produtividade. “Dentro da porteira, já sabem o que tem de ser feito”, afirma. Agora, os filhos vão buscar melhorias fora da porteira, integrando a propriedade à cadeia produtiva e ao mercado consumidor. Para lucrar mais, a tendência é adotar soluções que eliminem intermediários no comércio. “Com informação nas mãos, o agricultor vai se posicionar, vendendo diretamente para o cliente final.”

Fonte: Época Negócios?

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14 de outubro 2019

Desembarque de cereais pelo Porto de Paranaguá cresce 31%

?A importação de malte e cevada com entrada pelos portos do Paraná teve alta de 29% na comparação entre os meses de janeiro e setembro de 2019 com o mesmo período do ano passado. Outro granel de importação que apresentou alta no fechamento do período é o trigo: 33% a mais do cereal.

Nos nove primeiros meses deste ano, 385,7 mil toneladas de malte e cevada desembarcaram pelo Porto de Paranaguá. Nos nove primeiros meses de 2018 o volume somou 299,4 mil toneladas dos granéis.

Os 63 navios que chegaram carregados com os produtos, de janeiro a setembro deste ano, trouxeram esses cereais da Argentina, Uruguai, Espanha, Austrália e Ucrânia. O destino é o próprio Paraná.

Um dos principais importadores de malte e cevada que entram pelo Porto de Paranaguá é a Cooperativa Agrária Agroindustrial. O coordenador comercial de Malte, Alexandre Klarke, explica que as condições climáticas durante o último ciclo fizeram com que a safra nacional de cevada fosse reduzida. Para suprir a demanda interna foi necessário importar um volume maior.

“Com relação ao malte, houve um aumento no consumo de cerveja no país entre setembro do ano passado e março deste ano. A principal hipótese para explicar este movimento é que os compradores do produto apostaram que o acréscimo no consumo de cerveja se manteria”, afirma Klarke.

INDÚSTRIA - Como produtora de malte, toda cevada importada pela Agrária, segundo o coordenador comercial do setor, é utilizada dentro da própria indústria.

“O Brasil é um país que não produz toda cevada que a indústria precisa para produção, por isso a necessidade de importar o cereal. Hoje fornecemos nosso malte para mais de 1,2 mil cervejarias do Brasil, desde os grandes grupos cervejeiros até as nano cervejarias”, diz Klarke.

O especialista destaca que algo semelhante acontece com o trigo. “Precisamos buscar lá fora, já que o país não produz o suficiente para atender o mercado interno”, completa.

TRIGO – Este ano, até setembro, a importação do cereal somou 287,5 mil toneladas. Nos mesmos nove meses de 2018 o volume foi de 216,7 mil toneladas. Neste ano, 109 navios atracaram para desembarcar o produto no Porto de Paranaguá. A origem é principalmente Argentina.

Tanto o trigo quanto o malte e a cevada foram descarregados a granel e, em menor volume, em contêineres. De trigo, chegaram em contêineres 9,4 mil toneladas. De malte e cevada, pouco mais de 15 mil.

OPERAÇÃO – De acordo com o diretor de Operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior, no Porto de Paranaguá, no desembarque a granel, os cereais têm prioridade no berço preferencial para a descarga dos produtos, que é o 206, como determina a ordem de serviço de número 145/2018.

“Essas operações têm que cumprir uma produtividade mínima de 6 mil toneladas por dia. Quando esses navios chegam em Paranaguá com esses produtos ficam em uma fila única para ocupar o berço preferencial. É a data de chegada que vale para a ordem da fila”, explica.

No total de granéis sólidos de importação, conforme o balanço dos nove meses deste ano, foram cerca de 7,6 milhões toneladas descarregadas no porto paranaense. Neste volume, praticamente o mesmo do registrado em 2018, além dos cereais, estão os fertilizantes e o sal importados no período.

ANTONINA - Na importação dos fertilizantes, o destaque o é aumento registrado pelo Porto de Antonina. Por lá, de janeiro a setembro, foram descarregadas 380,1 mil toneladas de adubos, 34% a mais que o registrado em 2018, com 283,6 mil toneladas.

Em Antonina, no período, a movimentação total de cargas atingiu 622,9 mil toneladas. Além dos fertilizantes importados, as exportações de açúcar e farelo de soja também cresceram.

De açúcar foram 48.919 toneladas – 59% a mais que o volume registrado no ano passado: 30.733 toneladas. De farelo, 193.856 toneladas, 0,5% a mais que o volume de 2018: 192.963 toneladas.

A movimentação total dos Portos do Paraná, de janeiro a setembro deste ano somou 39,7 milhões de toneladas. Desse volume, 26,2 milhões só de granéis sólidos de exportação e importação: grãos, farelo, cereais, sal e fertilizantes.?

Fonte: Governo do Paraná?

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11 de outubro 2019

Soja voltará a puxar colheita recorde de grãos

Impulsionada pela soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro, a produção de grãos e fibras deverá bater um novo recorde no país nesta safra 2019/20, cuja semeadura já está em andamento. Em seu primeiro levantamento sobre a temporada, divulgado ontem, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetou que a colheita vai totalizar 245,814 milhões de toneladas, 1,6% mais que em 2018/19 (241,953 milhões). Esse crescimento pode ser considerado positivo do ponto de vista inflacionário, tende a manter sob controle os custos em segmentos como o de carnes e deve gerar bons resultados para a balança comercial em 2020.

Esse aumento deriva de uma área plantada estimada pela estatal em 63,934 milhões de hectares, 1,1% maior que a do ciclo passado, e de uma produtividade média das lavouras 0,5% superior, calculada em 3.845 quilos por hectare, graças à previsões meteorológicas favoráveis. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também publicou que a colheita em 2018/19 chegou a 240,7 milhões de toneladas, mas o relatório do órgão ainda não contemplou o ciclo 2019/20.

Após recuar na safra passada, a soja deverá voltar a liderar o incremento da colheita. Para a oleaginosa, a Conab estimou um crescimento da área plantada de 1,9% em relação ao ciclo 2018/19, para 36,571 milhões de hectares, e um aumento de 2,7% na produtividade média das lavouras na mesma comparação, para 3.292 quilos por hectares. Com isso, a colheita esperada pela estatal chega a 120,393 milhões de toneladas, 4,7% mais que em 2018/19 e quase 1% acima do recorde de 2017/18 (119,282 milhões). Se confirmado esse volume, o Brasil será o maior país produtor de soja do mundo na safra 2019/20, à frente dos EUA, e o reflexo será particularmente positivo no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária do primeiro trimestre 2020.

Conforme a Conab, Mato Grosso continuará a liderar a produção de soja do país na safra 2019/20. No Estado, onde o plantio está em curso, a área deverá crescer 2,6%, para 10 milhões de hectares, mas a produtividade média tende a cair 0,5%, para 3.328 quilos por hectare. Assim, projeta a estatal, a colheita deverá atingir 33,1 milhões de toneladas.

Depois dos problemas climáticos que afetaram sua produção em 2018/19, o Paraná deverá recuperar a segunda posição no ranking de produção de soja do país. Para o Estado a Conab calcula aumentos de 0,9% da área de cultivo, para 5,486 milhões de hectares, de 17,4% da produtividade, para 3.509 quilos por hectare, e de 18,5% da colheita, para 19,252 milhões de toneladas.

O Rio Grande do Sul voltará para o terceiro lugar. A Conab calcula que a área no Estado aumentará 1%, para 5,835 milhões de hectares, mas que a produtividade média das lavouras gaúchas recuará 5,1%, para 3.153 quilos por hectare. A produção, portante, foi estimada em 18,399 milhões de toneladas, 4,1% menor que em 2018/19.

A Conab confirmou que, dada a escassez de chuvas em diversas regiões de produção do país em setembro e no início de outubro, os trabalhos de plantio começaram mais lentos que na safra passada no país, mas que o ritmo está “dentro da normalidade quando comparado a outras safras”.

Depois de bater recorde histórico no ciclo 2018/19, a produção de milho tende a registrar leve queda nesta temporada 2019/20. A Conab estima que, no total, a área plantada com o cereal crescerá 0,2%, para 17,537 milhões de hectares, mas que a produtividade média das lavouras será 1,9% menor (5.610 quilos por hectare). Assim, a colheita esperada chega a 98,39 milhões de toneladas, com queda de 1,7% ante 2018/19.

Para a safra de verão, cuja semeadura está em curso, a estatal prevê avanço de 1% da área, para 4,145 milhões de hectares, alta de 1,5% na produtividade média, para 6.344 quilos por hectares, e aumento de 2,5% na colheita, para 26,292 milhões de toneladas. Para a segunda safra, contudo, por enquanto a projeção é de queda. Ainda levando em consideração que a área que começará a ser plantada em janeiro será a mesma de 2018/19 (12,878 milhões de hectares), a Conab projeta quedas de 3,1% para a produtividade média, para 5.508 quilos por hectare, e para a colheita, que chegaria a 70,937 milhões de toneladas.

A estatal informou que constatou, nos últimos anos, o surgimento de uma terceira safra na região da “Sealba” (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia) e em Estados como Amapá e Roraima, onde o calendário agrícola é mais parecido com o do Hemisfério Norte e o plantio se concentra entre maio e junho. Para a terceira safra, a Conab projeta queda de 5,1% da produtividade, para 2.256 quilos por hectare. Como a estatal ainda leva em conta a repetição da área de 514,3 mil hectares de 2018/19, prevê redução da colheita para 1,160 milhão de toneladas.

Se de fato os volumes previstos para as colheitas de soja e milho se confirmarem, o cenário poderá melhorar ainda mais para os frigoríficos brasileiros de carnes de frango e suína no ano que vem. Esses grãos são básicos para a produção de rações, cujos preços, com isso, tendem a se manter sob controle, abrindo espaço para uma tendência de aumento das margens de lucro alimentada por perspectivas positivas para as exportações, em virtude da epidemia de peste suína africana na China, e para o mercado doméstico, desde que as projeções de crescimento da economia em 2020 se tornem realidade.

Mas, mesmo diante da boa demanda dos frigoríficos, as exportações de soja em grão deverão aumentar 2 milhões de toneladas em 2019/20, para 72 milhões de toneladas, conforme a Conab. Trata-se, contudo, de um patamar distante do recorde de 83,3 milhões de toneladas em 2017/18, antes de a peste suína africana começar a reduzir a demanda chinesa do grão destinado a rações de suínos diante do encolhimento do plantel de animais do país. Para o milho, a projeção é que os embarques alcancem 34 milhões de toneladas, 10,5% menos que em 2018/19, quando houve recorde, mas ainda um volume robusto - o segundo maior da história.

No caso do algodão, projetou a Conab, a área deverá crescer 1,2% em 2019/20, para 1,637 milhão de hectares. O plantio deverá ter início em novembro e, por enquanto, a previsão climática também é favorável. Apesar disso, a produção prevista, de 2,72 milhões de toneladas da pluma deverá ser menor 0,4% que na última safra. Segundo a estatal, a queda projetada decorre de uma redução de produtividade de 1,5%, para 1.659 quilos por hectare, motivada basicamente pela elevada base de comparação, já que a cultura recebeu muitos investimentos no ciclo passado e o clima também ajudou.

Para arroz e feijão, dupla preferida no prato dos brasileiros, a tendência é de poucas variações, como tem sido a tônica das últimas safras. A colheita de arroz foi estimada pela Conab em 10,645 milhões de toneladas, 1,9% mais que em 2018; para o feijão a previsão é de queda de 1,8%, para 2,699 milhões de toneladas no total, somando as três safras da cultura. (Colaborou Bruno Villas Bôas, do Rio)

Fonte: Valor?

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02 de outubro 2019

Exportações de milho chegam a 40 milhões de toneladas em 12 meses

O milho se mantém como o grande destaque da balança comercial do agronegócio brasileiro neste ano.

As exportações de janeiro a setembro somaram 29,2 milhões de toneladas, 132% mais do que em igual período de 2018.

As receitas também são destaque. Ao atingirem US$ 5,1 bilhões de janeiro a setembro, superaram em 143% as do ano passado.

Ao registrar esse volume financeiro, o milho sai da sexta posição da balança do agronegócio nos nove primeiros meses de 2018 para a segunda neste ano, considerando apenas os alimentos.

As exportações estão tão aceleradas que o cereal deixa para trás carnes de frango e de boi, café e farelo de soja. As vendas externas de milho, que já são recordes, deverão atingir, em 2019, um patamar nunca registrado antes pelo país.

As vendas externas do cereal ajudam a compensar as de soja, que estão em ritmo menor neste ano. A Secex aponta a saída de 57 milhões de toneladas da oleaginosa de janeiro a setembro, 18% menos do que em 2018.

Além da queda no volume, os preços menores da oleaginosa no mercado externo provocam redução ainda maior nas receitas obtidas pelo Brasil. As exportações deste ano caíram para US$ 21,5 bilhões, abaixo dos US$ 28 bilhões de igual período de 2018.

As vendas externas de milho se intensificam porque a produção nacional será recorde, próxima de 100 milhões de toneladas.

Além disso, os exportadores brasileiros ocuparam parte de um espaço deixado pelos norte-americanos que, prevendo queda de safra nos Estados Unidos, retardaram suas vendas.

Já a soja, mesmo com a continuidade da guerra comercial entre Estados Unidos e China, não repete o bom patamar de 2018.

A China, principal consumidora mundial, tem bons estoques, após a intensa compra no Brasil em 2018. A redução do rebanho de suínos, devido à peste suína africana, também afeta o consumo, reduzindo a demanda pela oleaginosa.

Básicos As exportações de produtos básicos somaram US$ 88 bilhões até setembro deste ano. A soja liderou, seguida de petróleo (US$ 17,4 bilhões) e de minério de ferro (US$ 16,6 bilhões).

Carnes Este é um bom ano para as proteínas animais. As exportações de carne de frango “in natura” renderam US$ 4,7 bilhões até setembro. As de bovino subiram para US$ 4,2 bilhões, e as de suíno atingiram US$ 1 bilhão.

Algodão A commodity é outro destaque na balança comercial brasileira. As receitas de setembro somaram US$ 229 milhões, 37% mais do que as de igual mês do ano passado, conforme dados da Secex.

Fonte: Folha SP??

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30 de setembro 2019

Porto de Itajaí lidera ranking de desempenho ambiental no país

?O Porto de Itajaí lidera o ranking de Índice de Desempenho Ambiental (IDA), desenvolvido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), entre os portos públicos brasileiros. O terminal alcançou o índice 99,4, à frente do Porto de Paranaguá (PR), que teve ficou com 99,2, e que havia liderado o ranking em anos anteriores.

O Complexo Portuário também se destacou entre os terminais privados: a Portonave, em Navegantes, é o 2º melhor colocado no país, com índice 87,8. O 1º lugar é do Terminal Marítimo Ponta da Madeira, no Maranhão.

O IDA considera 38 indicadores, que incluem, entre outros, o licenciamento, as certificações ambientais, uso de energia limpa e renovável, controle de poluentes e adequação às normas de controle de cargas perigosas.

O superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, citou o controle de qualidade do ar, dentro e fora do terminal, o sistema de saneamento e os monitoramentos ambientais como diferenciais que levaram o porto ao melhor resultado do país. O ranking é um aliado na busca por novas parcerias comerciais – especialmente internacionais. A conformidade ambiental do porto é um dos argumentos de negociação na importação de veículos.? 

Fonte: NSC Total?

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23 de setembro 2019

Terminais do Porto de Santos projetam recordes para 2019

Terminais de contêineres do Porto de Santos projetam recordes de movimentação de cargas até o fim do ano. A expectativa tem como base a recuperação do setor prevista para o atual semestre.

Nos seis primeiros meses do ano, 1,9 milhão de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) entraram ou saíram do cais santista. O volume representa uma queda de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a movimentação de contêineres atingiu 2 milhões de TEU no primeiro semestre.

Mas ao se analisar os números dos sete primeiros meses, essa redução fica em 1,9% – foram 2,34 milhões de TEU de janeiro a julho de 2018 e 2,3 milhões de TEU no mesmo período deste ano. Para os terminais, os próximos meses devem garantir recuperação.

Algumas instalações tiveram um primeiro semestre positivo. “Essa movimentação acumulada na primeira metade de 2019 representou um crescimento de aproximadamente 13% quando comparado ao período equivalente do ano anterior”, destacou o diretor comercial da Santos Brasil, Marcos Tourinho, sobre as operações da empresa.

Segundo o executivo, entre janeiro e junho, o Tecon Santos movimentou aproximadamente 800 mil TEU. Até o final do ano, a empresa pretende atingir a marca de 1,44 milhão de TEU, um crescimento de cerca de 20% em relação ao volume operado em 2018.

“O crescimento de volume esperado para 2019 tem como principais vetores os novos contratos comerciais de serviços de longo curso com rota para a Ásia, assinados em 2018, sendo que o início da operação de um deles ocorreu em janeiro de 2019. O crescimento orgânico, dependente da dinâmica macroeconômica do País, poderá impulsionar o volume de contêineres no segundo semestre de 2019”, destacou o executivo.

O diretor comercial da DP World Santos, Fabio Siccherino, também segue otimista. “Devemos fechar o ano com uma movimentação superior ao ano passado, de aproximadamente 650 mil TEU e pouco mais de 600 mil toneladas de celulose”.

A empresa aposta em uma recuperação das operações no segundo semestre. Isto porque, entre janeiro e junho, o volume de contêineres movimentados foi 5% inferior se comparado ao mesmo período de 2018.

“O primeiro semestre de 2019 foi marcado pela reestruturação dos serviços de navegação de longo curso que escalam o Porto de Santos. Em abril, iniciamos a operação de novos serviços envolvendo os armadores CMA CGM, Evergreen, Cosco e Yang Ming, que representaram um aumento nos volumes movimentados mensalmente. Houve um aumento significativo nos demais serviços de valor agregado oferecidos pelo terminal, entre eles, Crossdocking, Armazém Geral e Transporte Rodoviário”, explica Siccherino.

Economia

A situação da economia brasileira explica o resultado negativo do primeiro semestre na Brasil Terminal Portuário (BTP). De janeiro a junho, foram 695.734 TEU, uma queda de 2% em relação aos primeiros seis meses do ano passado.

Mas, para 2019, as expectativas são positivas. A BTP espera um crescimento de 5% sobre o ano passado, quando operou 1,3 milhão de TEU. “Para este segundo semestre, temos uma expectativa mais positiva, principalmente nas exportações de proteína animal, algodão, milho e café para o extremo oriente. A vinda à BTP das escalas de exportação de serviços da Ásia, durante o período de pico, também contribuirá para uma melhora do resultado esperado”, destacou a empresa, em nota.

Empresas planejam crescimento anual

Obras de expansão, novos contratos e investimentos em tecnologia. Os terminais de contêineres planejam estratégias para garantir o aumento das operações no cais santista até o final deste ano.

Na DP World, que fica na Área Continental de Santos, os investimentos foram de R$ 20 milhões. Segundo o diretor comercial do terminal, Fabio Siccherino, o montante foi utilizado na construção de um novo galpão. Também estão previstos outros esforços na expansão das operações de celulose.

“Em março deste ano, iniciamos a operação de um novo armazém logística de 6 mil metros quadrados para operação de ova e desova de contêineres, que será utilizado para armazenagem de carga geral, além de operações de ova e desova de contêineres”, destacou o executivo.

Já no Tecon Santos, administrado pela Santos Brasil, o foco elevar o nível de serviço prestado na instalação. Para o diretor comercial da empresa, Marcos Tourinho, o aumento do volume operado consolida a estratégia de manter o foco no cliente, oferecendo termos e condições competitivas e serviços customizados.

“Adicionalmente, estamos realizando vultosos investimentos na modernização e expansão das operações do Tecon Santos, com a ampliação da infraestrutura, envolvendo a aquisição de novos equipamentos para a movimentação de cargas, a qualificação e aprimoramento de pessoal e a busca de novas ferramentas tecnológicas que aumentem a eficiência dos processos e do fluxo operacional do terminal”, destacou Tourinho.

Segundo o executivo, está previsto para as próximas semanas o início das obras de expansão do cais do Tecon. A obra adicionará 220 metros ao cais atual, que passará a ter 1.510 metros de extensão (considerando os 310 metros do cais do TEV).

A nova infraestrutura de berços de atracação, somada aos novos guindastes de cais e aos demais equipamentos adquiridos no ano passado, permitirá a operação simultânea de até três navios de 366 metros de comprimento, da classe New Panamax.

Também foi realizada a compra de dois guindastes tipo “STS Gantry-Cranes”, com entrega prevista para o primeiro trimestre do ano que vem.

Já na Brasil Terminal Portuário (BTP), os investimentos somam US$ 10 milhões, o equivalente a mais de R$ 37 milhões. A empresa investiu na ampliação da frota com a aquisição de equipamentos de última geração. Foram quatro RTGs, dois Reach Stackers e 12 Terminal Tractors.

O terminal de contêineres que fica na Alemoa também aposta na aprovação de reformas estruturantes – principalmente a da Previdência. Com isso, a expectativa é de uma reação positiva da economia.

Fonte: A Tribuna

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23 de setembro 2019

Movimento de cargas no Porto de Santos em julho bate novo recorde

O mês de julho registrou a melhor movimentação mensal de cargas da história do Porto de Santos. Foram 12,74 milhões de toneladas de carga movimentada, número que supera em 2,1% o recorde anterior (12,48 milhões, em agosto de 2018) e em 7,3% o registrado no mesmo mês do ano passado (11,87 milhões). No acumulado do ano, o Porto de Santos ficou estável, registrando 76,33 milhões de toneladas, resultado 0,01% inferior ao observado no mesmo período do ano passado (76,34 milhões). Os números foram compilados pela Gerência de Tarifas e Estatísticas da Autoridade Portuária de Santos.

Outro número que merece destaque é a movimentação de contêineres, a segunda melhor mensal do Porto, totalizando 370.407 TEUs, um crescimento de 7,1% em relação ao mesmo mês do ano passado (345.748 TEUs). O recorde histórico é do mês de agosto de 2018, com 387.791 TEUs.

Os embarques pelo Porto de Santos atingiram também seu segundo melhor resultado mensal histórico: 9,09 milhões (o recorde foi registrado em agosto de 2017, com mínima diferença percentual). O crescimento em relação a julho de 2018 foi de 6,1%. A carga com a maior movimentação neste mês foi o milho, também com recorde de volume: 3,03 milhões de toneladas, praticamente 1/3 do total de embarques.
 

Nos desembarques, julho de 2019 registrou 3,66 milhões de toneladas, recorde para o mês e o segundo melhor movimento mensal da história (o recorde foi registrado em novembro do ano passado: 3,73 milhões de toneladas). O crescimento em relação ao mesmo mês do ano passado foi de 10,6%.

Além do milho, as cargas com maior movimento no mês foram as do complexo soja (grãos e farelos, somados), com 1,73 milhão de toneladas; açúcar (1,31 milhão de toneladas) e adubo (a primeira nos desembarques, com 623,34 mil toneladas).

Movimentação anual

A movimentação de cargas no Porto de Santos em 2019, até julho, foi de 76,33 milhões de toneladas, segundo melhor resultado histórico para o período. O total de embarques foi de 54,13 milhões, decréscimo de 0,8% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. A carga com a maior tonelagem foi o complexo soja, com a marca de 19,68 milhões, queda de 8,7% em relação a 2018 (21,55 milhões de toneladas).

O segundo produto em movimentação foi o açúcar, com a marca de 7,56 milhões de toneladas. O resultado é 9,2% menor que o de 2018 (8,32 milhões de toneladas, de janeiro a julho). Em terceiro no ranking está o milho, com 5,42 milhões de toneladas. O crescimento é de 99,7%, não somente por uma safra maior, mas também refletindo o impasse no preço do frete que afetou o escoamento da safra no ano passado. Outras cargas que se destacaram pelo volume foram a celulose (2,78 milhões de toneladas, crescimento de 11% em relação a 2018) e café (1,29 milhão de toneladas).

No fluxo de desembarques, houve crescimento de 2% em relação aos primeiros sete meses de 2018. Foram 22,20 milhões de toneladas, ante 21,77 milhões no ano passado. O produto de maior movimentação foi o adubo, com 2,71 milhões de toneladas, sendo a 5º carga de maior tonelagem no Porto de Santos. Na comparação com 2018, houve aumento de 34,9% (2,01 milhões). A 2ª carga mais desembarcada foi o óleo diesel, com 1,26 milhão de toeneladas. Em 3º, o enxofre, com 1,06 milhão (16,5% de redução).

As atracações de navios somaram 429 em julho, 15 a mais que na base anual. No ano, no entanto, houve queda de 2.854 atracações no período, para 2.789, o que significa que a consignação média (quantidade de carga por navio) subiu 2,77%, indo de 27.539 toneladas por embarcação, em 2018, para 28.301 este ano. Este cálculo leva em conta apenas os navios cargueiros.

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26 de agosto 2019

WEG inaugura fábrica na China para automação

A WEG, fabricante brasileira de motores elétricos e equipamentos, vai inaugurar neste mês a primeira fábrica de aparelhos de automação industrial na China. A ideia é entrar no mercado chinês de automação e, futuramente, exportar para Rússia e Europa. A nova unidade fabril deve começar a produzir no fim de agosto.

 

A fábrica está situada em Changzhou, província de Jiangsu, onde a empresa possui outras duas unidades de fabricação de motores elétricos e componentes. Em um primeiro momento produzirá inversores de frequência de baixa tensão, minidisjuntores e dispositivos diferenciais-residuais. O investimento inicial em maquinário para a nova fábrica é de cerca de R$ 15 milhões.
 
"A nova fábrica é a quarta da WEG na China, mas a primeira dedicada à automação industrial. Todas as outras no país são de motores elétricos", afirmou ao ValorManfred Peter Johann, diretor superintendente de automação da empresa. No total, ele afirma, a nova planta terá 14.500 metros quadrados.
 
Segundo Johann, o novo investimento é parte do processo de internacionalização da área de automação da WEG, na qual a empresa busca maior competitividade e fortalecimento no continente asiático.
 
"A primeira etapa é o mercado chinês. Vamos usar a sinergia com as empresas globais que usam nossos motores e têm presença na China. O mercado chinês é muito grande, então buscaremos market share de um dígito nos próximos três anos", afirma. "Em uma segunda etapa, vamos atender outros países a partir da China."
 
No radar estão países vizinhos, como a Rússia, além de União Europeia e Reino Unido. A WEG iniciou suas atividades na China em 2004, com uma fábrica produtora de motores elétricos trifásicos de baixa e alta tensão, em Nantong, também na província de Jiangsu.

 

Quase 60% da receita da empresa - R$ 11,97 bilhões no ano passado - foi gerada no mercado externo. A região da Ásia e Oceania respondeu por 6%. No primeiro semestre deste ano, a receita da WEG atingiu R$ 6,21 bilhões - o exterior gerou R$ 3,68 bilhões.
 
Fonte: Valor
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26 de agosto 2019

O que mudou com a atualização da NR-12?

Motivo de inúmeras polêmicas nos últimos anos, a NR-12 - a norma que trata de segurança do trabalho em máquinas, lançada em 1978 e revisada em 2010 - acaba de ser atualizada. A cerimônia de lançamento ocorreu em Brasília (DF) no último dia 30 de julho.
 
“São poucas alterações, mas significativas”, afirma João Alfredo Delgado, diretor executivo de Tecnologia da ABIMAQ, que participou da comissão tripartite (governo, trabalhadores e indústria) que promoveu a recente atualização. Em sua avaliação, agora, o texto da norma ficou mais simples e claro. “E, ao contrário do que se diz por aí, foram mantidas todas as condições de segurança para o trabalhador”.
 
“O maior ganho desta atualização está no campo da segurança jurídica”, frisa. “Melhoramos muito o texto, retirando trechos que geravam inúmeras dúvidas e de pendiam de interpretação. Para o setor de máquinas e equipamentos, essa clareza é fundamental. A norma ficou mais clara, mais adequada”.
 
Delgado lembra, por exemplo, que anteriormente algumas informações que constavam dos anexos se chocavam com o que estava escrito no corpo da norma, gerando impasses. Isto foi eliminado com a regulamentação de que prevalece o que estiver no anexo (que na maioria das vezes trata de assuntos específicos, caso das máquinas alimentícias, por exemplo). Outro ponto destacado é que as informações referentes à ergonomia foram retiradas da NR-12 - afinal existe uma norma específica para tanto, que é a NR-17 -, assim como tudo que diz respeito aos EPIs.
 
Para o diretor da ABIMAQ, outro avanço importante e “que era uma antiga reivindicação do setor” são as linhas de corte, tanto a temporal quanto a técnica. Se uma máquina foi fabricada em determinada época e atendia às normas de fabricação de então, não há porque precisar ser retrofitada. Se as máquinas mais modernas ganharam, por exemplo, sensores. “Isto não quer dizer que as máquinas fabricadas antes de repente ficaram inseguras. O que não pode é não pode é não atender normas e princípios de segurança, a máquina tem de ser segura”, diz, e exemplifica: “um carro fabricado há vários anos não ficou mais inseguro só porque o freio ABS foi inventado”.
 
O mesmo vale para o estado da técnica. A norma foi editada agora, mas novas evoluções surgirão. Novas tecnologias não poderão ser implementadas por não constarem da NR-12? Se a resposta for negativa, estaremos impedindo a evolução tecnológica. Então, sim, é possível utilizar, desde que seja documentado. (O artigo 12.1.9.1.1. trata da possibilidade de uso de medidas alternativas não previstas na NR-12). Delgado lembra ainda que todo o produto que tiver certificação do Inmetro não precisa seguir a NR-12, pois tem um certificado especifico.
 
Máquinas Importadas - Outro ponto é que a NR-12 vale tanto para máquinas nacionais quato importadas. Não há distinção e as importadas têm de obedecer às mesmas regulamentações que as nacionais.
 
Porém, nesse ponto ainda existe um impasse “que vem sendo tratado com o governo e que deve ser resolvido em breve”. Segundo Delgado, a questão está no despacho aduaneiro, onde restou uma porta aberta para se importar máquinas sem alguns requisitos. “As máquinas importadas também têm de seguir a mesma legislação. Nós não podemos exportar máquinas sem a marcação CEE (norma europeia), mas quando uma máquina chega ao Brasil isso não é verificado, não existe (ainda) um documento exigindo a verificação se a máquina importada tem ou não a plaqueta informando as normas que segue”.
 
Assim, é possível também entrar no País uma máquina com motor de baixa eficiência energética, fato que influi no preço do produto (um motor de alta eficiência energética pode ter um custo até 20% superior a outro que não segue as normas, influindo portanto nos custos do produto final e nas regras de concorrência). “Hoje, na Internet, é possível se encontrar oferta de máquinas com ou sem NR-12. Isto é um desvio de comércio. Em vários países não é probido usar motores de baixo eficiencia energética. É preciso então colocar uma exigência no despacho aduaneiro, a lei obriga a ter uma plaqueta na máquina e isto deve ser verificado”, diz, acrescentando, porém, que a maioria das máquinas que chegam ao Brasil cumprem a legislação.
 
Na opinião do diretor de Tecnologia da ABIMAQ, pode-se dizer que a NR-12 está resolvida a princípio, atendeu às demandas dos empresários e dos trabalhadores, mas agora precisa ser seguida e se garantir que seja cumprida. “Resumindo: a NR-12 está mais simples. Foram tiradas as dubiedades, pois numa página se dizia uma coisa e em outra dependia de interpretação. Ficou mais clara, mais simples, com os conceitos de segurança no corpo da norma. Agora o que está na norma é o “que” devo proteger e não o “como”, o que dava margem a várias interpretações”.


Fonte: Usinagem Brasil, CimmFonte: Abimaq

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01 de julho 2019

KAHL e Planalto presentes na CIBIO

Agradecemos a presença de todos que visitaram nosso estande e que puderam prestigiar a palestra do Marcelo Joaquim sobre: O mercado de pellets Brasil e no Mundo.

E claro! A nossa parceira Planalto Picadores pela confiança, que juntos podemos oferecer soluções integradas em projetos e construção de fábricas de pellets.

Aguardamos a sua próxima visita na feira Lignum que ocorre entre os dias 11 e 13 setembro.

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